Em Goiás, o Ache Clínicas reúne 108 clínicas de recuperação em 20 cidades, com internação masculina e feminina e valores a partir de R$ 100 por mês. As cidades com mais unidades são Goiânia (22), Aparecida de Goiânia (14), Anápolis (13), Luziânia (10), Senador Canedo (10), Valparaíso de Goiás (7). Escolha a cidade abaixo para ver as unidades que atendem a sua família.
Primeiro contatoO ponto de partida é o 0800: Milena ouve a família, pergunta sobre a substância, a idade e se há aceitação do tratamento, e responde na hora quais unidades podem receber o paciente.
Escolha da clínicaCom as opções em mãos, a família compara fotos, estrutura, valor mensal e tipo de internação (masculina e feminina) e escolhe a unidade. É possível tirar dúvidas direto com a clínica antes de decidir.
Internação e acompanhamentoDepois de acolhido, o paciente segue um plano terapêutico com horários, terapia e atividades. A clínica mantém a família informada e prepara a alta com orientações para evitar a recaída.
Tipos de internação e valores em Goiás
Entre as 108 clínicas que atendem famílias de Goiás, são 53 masculinas, 9 femininas e 46 mistas; 48 com internação involuntária (e voluntária), 16 só voluntária e 11 de moradia para idosos. 103 delas publicam o valor mensal: de R$ 100 a R$ 8.000, com mediana de R$ 1.500 (83 custam até R$ 2.000). O valor costuma incluir hospedagem, alimentação e a rotina terapêutica; pergunte o que está incluído antes de fechar. Todas trazem fotos reais da estrutura no anúncio, o que ajuda a comparar quartos, áreas comuns e refeitório antes de escolher.
Faixa
Valor mensal
Em Goiás
Em Goiás
O que costuma incluir
Popular
até R$ 1.500
59 clínicas, desde R$ 100
59 clínicas
quarto coletivo, refeições, rotina terapêutica e equipe básica
Intermediária
R$ 1.500 a R$ 3.000
32 clínicas, desde R$ 1.550
32 clínicas
quarto compartilhado, enfermagem, psicólogo e psiquiatra periódicos
Alto padrão
R$ 3.000 a R$ 6.000
10 clínicas, desde R$ 3.500
10 clínicas
suíte individual ou dupla, equipe completa, terapias individuais
Premium
acima de R$ 6.000
2 clínicas, desde R$ 6.500
2 clínicas
suíte, equipe exclusiva, terapias complementares e estrutura de lazer
O que as 108 clínicas de Goiás citam nos próprios anúncios
31 de 108 médico na equipe
33 de 108 psiquiatra
56 de 108 psicólogo
22 de 108 enfermagem
17 de 108 nutricionista
3 de 108 assistente social
10 de 108 terapia ocupacional
21 de 108 desintoxicação acompanhada
23 de 108 atendimento 24 horas
10 de 108 remoção do paciente
12 de 108 programa dos 12 passos
21 de 108 espiritualidade
9 de 108 laborterapia
11 de 108 piscina
Quem é atendido
Mulheres
9 unidades femininas e 46 mistas
Unidades femininas ou mistas com alas separadas dão mais segurança e tratam questões próprias: maternidade, violência, autoestima e traumas. Em geral a adesão melhora em ambiente exclusivo.
Homens
53 unidades masculinas e 46 mistas
Quase toda a rede atende homens. As unidades trabalham rotina, atividade física, laborterapia e terapia em grupo, e muitas aceitam internação involuntária com laudo médico.
Idosos
11 de moradia para idosos
No idoso, o risco de interação entre remédios e de doenças associadas é maior, e o isolamento costuma ser gatilho. Há também na rede moradia assistida para idosos, com cuidadores e enfermagem.
Adolescentes
5 anúncios citam adolescentes
Menores de idade precisam de autorização dos responsáveis, equipe com formação em adolescência, espaço separado dos adultos e, em alguns casos, acompanhamento do Conselho Tutelar ou da Justiça. São poucas as unidades habilitadas: diga a idade logo no primeiro contato.
Duplo diagnóstico
33 anúncios citam psiquiatra
Quando há depressão, ansiedade, bipolaridade ou esquizofrenia junto com a dependência, a clínica precisa de psiquiatra com presença regular e protocolo para medicação. Diga ao atendente qualquer diagnóstico ou remédio em uso.
Convênios e planos de saúde aceitos
A Lei 9.656/1998 e o rol da ANS obrigam os planos de saúde a cobrir o tratamento da dependência química, inclusive internação psiquiátrica, respeitadas as regras de coparticipação. Quando o plano cobre uma unidade em outra cidade ou estado, a própria clínica organiza a remoção do paciente, e a família arca apenas com o que ficar fora da cobertura.
3 das 108 clínicas que atendem famílias de Goiás atendem por plano de saúde. Convênios atendidos, com o número de clínicas que aceitam cada um:
Blue Saúde3
Samp3
Select Saúde3
Affego2
Blue2
Caixa Saúde2
Cassi2
Fusex2
Fusma Marinha2
Gama Saúde2
Geap2
Vivacom2
+1 planos
Além disso, o Ache reúne 107 clínicas em 14 estados que atendem por convênio, somando 56 planos. Se o seu plano cobre uma delas, a clínica organiza a remoção a partir de Goiás. Os mais aceitos na rede:
Bradesco95
SulAmérica81
Unimed63
Cassi48
Unimed seguros47
Mediservice45
Porto Seguro Saúde43
Golden cross39
Postal saúde35
Geap33
Metrus32
Unimed Nacional32
Se o plano negar a cobertura, a família pode registrar reclamação na ANS (0800 701 9656) e pedir a negativa por escrito; várias negativas são revertidas com o pedido médico e o laudo.
O que as clínicas tratam
Dependência química
crack, cocaína, maconha, medicamentos e outras drogas
Exame médico e avaliação psiquiátrica de entrada
Retirada da substância com enfermagem por perto
Psicoterapia individual e em grupo, na linha da clínica: TCC, entrevista motivacional ou 12 passos
Rotina com atividade física, laborterapia e, onde há essa linha, espiritualidade
Orientação à família e prevenção à recaída
Alcoolismo
dependência de álcool, isolada ou combinada
Desintoxicação com médico por perto: parar o álcool de repente pode levar a convulsão e delirium tremens
Medicação de suporte na abstinência e, quando indicada, contra a fissura
Atenção ao fígado, à pressão e à alimentação
Grupos de mútua ajuda e participação da família
Duplo diagnóstico
dependência com depressão, ansiedade, bipolaridade ou esquizofrenia
Presença regular de psiquiatra na equipe
As duas condições tratadas juntas, não uma depois da outra
Medicação prescrita e supervisionada
Plano terapêutico ajustado ao quadro misto
Fases do tratamento
AvaliaçãoEntrevista com o atendente e avaliação médica e psicológica na clínica, que definem a modalidade e o plano de tratamento.
AdmissãoEntrada formal: papéis, exames, contrato e a lista do enxoval permitido.
DesintoxicaçãoPrimeiras duas semanas: controle da abstinência com médico e enfermagem, sono e alimentação regulados.
ReabilitaçãoA fase longa, de 30 a 180 dias: psicoterapia, grupos, exercício, laborterapia e família.
RessocializaçãoRetorno gradual: saídas com acompanhamento, reaproximação da família e planos de trabalho ou estudo.
Pós-tratamentoDepois da alta: retornos, grupos de apoio como AA, NA e Amor-Exigente e estratégias de prevenção à recaída.
Como escolher a clínica
A clínica tem CNPJ ativo e alvará da vigilância sanitária? Peça e confira.
Quem é o responsável técnico e com que frequência o médico, de preferência psiquiatra, está na unidade?
Há psicólogo, enfermagem, assistente social e terapeutas na equipe, e em quais horários?
Como são os quartos, os banheiros, a alimentação e as áreas de convivência? Peça fotos atuais ou visite.
Como é o dia a dia e que terapias o programa inclui?
Quando a família pode visitar e ligar, e como participa do tratamento?
O contrato diz o que está incluído no valor (medicação, exames, remoção, enxoval) e como é a desistência?
A família recebe relatórios de evolução? Com que frequência?
Quem decide a alta, e há acompanhamento depois?
O perfil do paciente (sexo, idade, outros diagnósticos, mobilidade) é atendido nessa unidade?
Acompanhamento depois da alta em Goiás
A internação é uma etapa; a recuperação continua no acompanhamento depois da alta. Em Goiás, o Ache Clínicas tem 15.233 profissionais de saúde cadastrados em 135 cidades, entre eles 401 psiquiatras e 2.418 psicólogos; 3.018 atendem também online. Combine com a clínica, antes da alta, quem vai seguir o caso. Psiquiatras em Goiás · Psicólogos em Goiás.
Atendimento público, grupos de apoio e o que diz a lei
A rede pública também atende. O CAPS AD, ou o CAPS geral e a UBS onde não há CAPS AD, oferece consultas, grupos, medicação e apoio à família sem custo e sem internação. Internação gratuita existe em leitos de saúde mental de hospitais públicos e em comunidades terapêuticas conveniadas, com vagas limitadas. A Secretaria Municipal de Saúde de Goiás informa a unidade de referência. Grupos de apoio como Alcoólicos Anônimos, Narcóticos Anônimos e Amor-Exigente têm reuniões gratuitas e complementam qualquer tratamento. Em crise: SAMU 192, CVV 188 (apoio emocional, 24 horas) e Disque 100 (violação de direitos).
Três leis regem o tratamento no Brasil. A Lei 10.216/2001 garante os direitos da pessoa com transtorno mental, inclusive o dependente químico: tratamento em ambiente adequado, informação sobre o que está sendo feito e preservação dos vínculos familiares. A Lei 13.840/2019 atualizou a política sobre drogas, autorizou a internação involuntária a pedido da família com laudo médico e fixou o prazo máximo de 90 dias. A Lei 9.656/1998, com o rol da ANS, obriga os planos de saúde a cobrir o tratamento da dependência química, incluindo internação psiquiátrica. As comunidades terapêuticas seguem a RDC 29/2011 da Anvisa, e a rede pública se organiza pela Portaria 3.088/2011, que criou a RAPS.
Termos que a família vai ouvir
Comunidade terapêutica
Residência coletiva de longa permanência (6 a 12 meses), com rotina de trabalho, espiritualidade e convivência, regulada pela RDC 29/2011 da Anvisa. A fase aguda precisa de cuidado médico antes.
Laborterapia
Atividades manuais e ocupacionais (horta, cozinha, oficinas, manutenção) usadas como recurso terapêutico, para rotina, responsabilidade e autoestima.
Desintoxicação
Primeira fase da internação, nos primeiros dias: o organismo elimina a substância com médico e enfermagem por perto, para controlar a síndrome de abstinência com segurança.
Internação compulsória
Determinada por decisão judicial, normalmente quando há risco grave e imediato. Não depende de pedido da família nem de aceitação do paciente.
Plano terapêutico singular
Plano de tratamento individual montado pela equipe depois da avaliação de entrada: metas, terapias, medicação e critérios de alta, atualizado durante a internação.
Remoção (resgate)
Transporte do paciente até a clínica por equipe treinada, em geral com enfermeiro, quando a família não consegue levá-lo. Exige a documentação da internação em ordem e respeito à dignidade do paciente.
CID F10 a F19
Códigos da Classificação Internacional de Doenças para transtornos por uso de substâncias (álcool, opioides, cocaína, maconha, sedativos e outros). É o que consta no laudo e no pedido de cobertura ao plano.
Codependência
Padrão em que os familiares organizam a vida em torno do dependente, com controle, culpa e sobrecarga. Boa parte das clínicas trabalha isso em grupos de família.
Perguntas frequentes sobre clínica de recuperação em Goiás
O que é CAPS AD e tem em Goiás?
CAPS AD é o Centro de Atenção Psicossocial para Álcool e outras Drogas, serviço gratuito do SUS que atende sem internação: consultas, grupos, medicação e apoio à família. Existe nas cidades maiores; nas menores o atendimento é feito pelo CAPS geral, pela UBS ou por referência a uma cidade vizinha. A Secretaria Municipal de Saúde de Goiás informa qual é a unidade de referência.
Quanto tempo dura a internação?
O mais comum são períodos de 3 a 6 meses, definidos pela equipe conforme a evolução do paciente. A internação involuntária tem prazo máximo de 90 dias pela Lei 13.840/2019, podendo ser convertida em voluntária.
O que acontece se houver recaída depois da alta?
A recaída pode acontecer e não anula o tratamento. A clínica orienta a família na alta, e é possível retomar o acompanhamento ou uma nova internação, se a equipe avaliar que é o caso.
Como a família convence a pessoa a se internar?
Converse em um momento calmo, sem julgamento, e com uma proposta clara de ajuda. Quando não há acordo e o risco é alto, a internação involuntária com laudo médico é um caminho previsto em lei. O atendente orienta a família nessa conversa.
Tem clínica feminina?
Sim. A rede tem unidades femininas, masculinas e mistas com alas separadas. Em Goiás são 108 clínicas com internação masculina e feminina.
A família pode visitar?
Sim, em dias e horários marcados pela clínica, geralmente após um período inicial de adaptação. Muitas unidades fazem reuniões com familiares e orientação sobre codependência.
O Ache Clínicas é uma clínica?
Não. O Ache Clínicas é um portal que reúne clínicas de recuperação e profissionais de saúde. Quem interna e trata é a clínica escolhida, com a própria equipe de saúde.
Posso internar alguém de Goiás em clínica de outra cidade?
Sim, e é frequente. A distância de casa muitas vezes ajuda no começo do tratamento, por afastar o paciente dos lugares e das pessoas ligados ao uso. As clínicas da rede recebem famílias de outras cidades e organizam a chegada do paciente; as visitas são combinadas com a clínica.
Cada dia de espera pesa para quem convive com a dependência. Ligue grátis para o 0800 591 8895 ou chame Milena no WhatsApp: a família de Goiás recebe orientação sigilosa e as opções de vaga no mesmo contato.
O Ache Clínicas é um portal de divulgação de clínicas de recuperação e profissionais de saúde. Quem interna e trata é a clínica escolhida, com a própria equipe de saúde. Não existe garantia de resultado; cada caso evolui de um jeito. Em emergência, chame o SAMU pelo 192 ou procure a UPA mais próxima. Para apoio emocional, o CVV atende pelo 188.