No Rio Grande do Sul, o Ache Clínicas reúne 116 clínicas de recuperação em 35 cidades, com internação masculina e feminina e valores a partir de R$ 1.000 por mês. As cidades com mais unidades são Porto Alegre (16), Canoas (14), Pelotas (13), Gravataí (7), Osório (6), Sapucaia do Sul (6). Escolha a cidade abaixo para ver as unidades que atendem a sua família.
Primeiro contatoLigue grátis para o 0800 591 8895 ou chame Milena no WhatsApp. Nessa primeira conversa a família conta o que está acontecendo, e o atendente já separa as clínicas com vaga para aquele perfil, com valor e tipo de internação.
Escolha da clínicaA família escolhe entre as clínicas indicadas, comparando valor, público atendido e estrutura. O atendente ajuda a fechar a vaga e explica a documentação necessária.
Internação e acompanhamentoDepois de acolhido, o paciente segue um plano terapêutico com horários, terapia e atividades. A clínica mantém a família informada e prepara a alta com orientações para evitar a recaída.
Tipos de internação e valores no Rio Grande do Sul
Entre as 116 clínicas que atendem famílias do Rio Grande do Sul, são 81 masculinas, 19 femininas e 16 mistas; 86 com internação involuntária (e voluntária), 18 apenas voluntária e 11 de moradia para idosos. Todas publicam o valor mensal: de R$ 1.000 a R$ 8.000, com mediana de R$ 1.800 (79 custam até R$ 2.000). Em geral o valor cobre hospedagem, alimentação e a rotina terapêutica; confirme o que está incluído antes de fechar. 115 delas mostram fotos reais da estrutura no anúncio, o que ajuda a comparar quartos, áreas comuns e refeitório antes de escolher.
Faixa
Valor mensal
No Rio Grande do Sul
No Rio Grande do Sul
O que costuma incluir
Popular
até R$ 1.500
23 clínicas, desde R$ 1.000
23 clínicas
quarto coletivo, refeições, rotina terapêutica e equipe básica
Intermediária
R$ 1.500 a R$ 3.000
79 clínicas, desde R$ 1.600
79 clínicas
quarto compartilhado, enfermagem, psicólogo e psiquiatra periódicos
Alto padrão
R$ 3.000 a R$ 6.000
11 clínicas, desde R$ 3.200
11 clínicas
suíte individual ou dupla, equipe completa, terapias individuais
Premium
acima de R$ 6.000
3 clínicas, desde R$ 6.400
3 clínicas
suíte, equipe exclusiva, terapias complementares e estrutura de lazer
O que as 116 clínicas do Rio Grande do Sul citam nos próprios anúncios
53 de 116 médico na equipe
12 de 116 psiquiatra
81 de 116 psicólogo
3 de 116 enfermagem
1 de 116 nutricionista
1 de 116 terapia ocupacional
14 de 116 desintoxicação acompanhada
9 de 116 atendimento 24 horas
6 de 116 remoção do paciente
1 de 116 convênio ou plano de saúde
12 de 116 visitas da família
12 de 116 idosos
Quem é atendido
Mulheres
19 unidades femininas e 16 mistas
Unidades femininas ou mistas com alas separadas dão mais segurança e tratam questões próprias: maternidade, violência, autoestima e traumas. A adesão costuma ser maior em ambiente exclusivo.
Homens
81 unidades masculinas e 16 mistas
Quase toda a rede atende homens. As unidades combinam rotina, atividade física, laborterapia e terapia em grupo, e muitas aceitam internação involuntária com laudo médico.
Idosos
11 de moradia para idosos
O dependente idoso tem mais risco de interação medicamentosa e doenças associadas, e o isolamento costuma ser gatilho. Há também na rede moradia assistida para idosos, com cuidadores e enfermagem.
Adolescentes
Menores de idade precisam de autorização dos responsáveis, equipe com formação em adolescência, espaço separado dos adultos e, em alguns casos, acompanhamento do Conselho Tutelar ou da Justiça. Poucas unidades atendem; informe a idade no primeiro contato.
Duplo diagnóstico
12 anúncios citam psiquiatra
Quando há depressão, ansiedade, bipolaridade ou esquizofrenia junto com a dependência, a clínica precisa de psiquiatra com presença regular e protocolo para medicação. Diga ao atendente qualquer diagnóstico ou remédio em uso.
Convênios e planos de saúde aceitos
A Lei 9.656/1998 e o rol da ANS exigem que os planos de saúde cubram o tratamento da dependência química, inclusive internação psiquiátrica, sem limite de dias para o quadro agudo. Quando o plano cobre uma unidade em outra cidade ou estado, a própria clínica organiza a remoção do paciente, e a família paga só o que o plano não cobrir.
Uma das 116 clínicas que atendem famílias do Rio Grande do Sul atende por plano de saúde. Planos aceitos, com o número de clínicas que aceitam cada um:
Bradesco1
Unimed1
Fora essas, o Ache reúne 107 clínicas em 14 estados que atendem por convênio, somando 56 planos. Quando o plano cobre uma dessas unidades, a remoção sai do Rio Grande do Sul por conta da clínica. Os mais aceitos na rede:
Bradesco95
SulAmérica81
Unimed63
Cassi48
Unimed seguros47
Mediservice45
Porto Seguro Saúde43
Golden cross39
Postal saúde35
Geap33
Metrus32
Unimed Nacional32
Se o plano negar a cobertura, a família pode reclamar na ANS (0800 701 9656) e solicitar a negativa por escrito; muitas negativas são revertidas com o pedido médico e o laudo.
O que as clínicas tratam
Dependência química
crack, cocaína, maconha, medicamentos e outras drogas
Exame médico e avaliação psiquiátrica de entrada
Desintoxicação com acompanhamento de enfermagem
Psicoterapia individual e em grupo, na linha da clínica: TCC, entrevista motivacional ou 12 passos
Exercício, laborterapia e, em algumas unidades, espiritualidade
Orientação à família e prevenção à recaída
Alcoolismo
dependência de álcool, isolada ou combinada
Desintoxicação supervisionada: a abstinência do álcool pode causar convulsão e delirium tremens
Medicação para a abstinência e, quando indicada, para reduzir a fissura
Tratamento dos danos clínicos: fígado, pressão arterial, nutrição
Grupos de mútua ajuda e participação da família
Duplo diagnóstico
dependência com depressão, ansiedade, bipolaridade ou esquizofrenia
Presença regular de psiquiatra na equipe
As duas condições tratadas juntas, não uma depois da outra
Medicação prescrita e supervisionada
Plano terapêutico ajustado ao quadro misto
Fases do tratamento
AvaliaçãoEntrevista com o atendente e avaliação médica e psicológica na clínica, que definem a modalidade e o plano de tratamento.
AdmissãoContrato, documentos, exames iniciais e acolhimento; a clínica informa o que o paciente pode levar.
DesintoxicaçãoPrimeiras duas semanas: controle da abstinência com médico e enfermagem, sono e alimentação regulados.
ReabilitaçãoDe 30 a 180 dias de terapia individual e em grupo, atividades físicas, laborterapia e trabalho com a família.
RessocializaçãoPreparação para a vida fora: saídas supervisionadas, vínculos refeitos e um plano para depois da alta.
Pós-tratamentoAlta combinada com a família, consultas de retorno, AA, NA ou Amor-Exigente e um plano contra a recaída.
Como escolher a clínica
A clínica tem CNPJ ativo e alvará da vigilância sanitária? Peça e confira.
Quem é o responsável técnico e com que frequência o médico, de preferência psiquiatra, está na unidade?
A equipe tem psicólogo, enfermagem, assistente social e terapeutas? Em que horários?
Como são os quartos, os banheiros, a alimentação e as áreas de convivência? Peça fotos atuais ou visite.
Qual é a rotina diária e quais terapias fazem parte do programa?
Como funcionam as visitas, as ligações e a participação da família?
O que entra no valor (medicação, exames, remoção, enxoval) e o que acontece em caso de desistência está no contrato?
A clínica manda relatórios de evolução para a família? De quanto em quanto tempo?
Quem decide a alta, e há acompanhamento depois?
O perfil do paciente (sexo, idade, outros diagnósticos, mobilidade) é atendido nessa unidade?
Acompanhamento depois da alta no Rio Grande do Sul
A internação é uma etapa; a recuperação se sustenta no acompanhamento depois da alta. No Rio Grande do Sul, o Ache Clínicas tem 34.783 profissionais de saúde cadastrados em 365 cidades, entre eles 1.498 psiquiatras e 5.475 psicólogos; 5.651 atendem também online. Defina com a clínica, antes da alta, quem vai seguir o caso. Psiquiatras no Rio Grande do Sul · Psicólogos no Rio Grande do Sul.
Atendimento público, grupos de apoio e o que diz a lei
Quem não pode pagar uma clínica particular tem caminho pelo SUS: o CAPS AD (ou o CAPS geral e a UBS, nas cidades que não têm CAPS AD) faz acompanhamento sem internação, com médico, psicólogo, grupos e medicação. Para internação gratuita, as opções são leitos de saúde mental em hospitais públicos e comunidades terapêuticas conveniadas, normalmente com fila. O ponto de partida no Rio Grande do Sul é a UBS do bairro ou a Secretaria Municipal de Saúde. Reuniões de AA, NA e Amor-Exigente são gratuitas e ajudam a família enquanto a vaga não sai. Emergência: SAMU 192; apoio emocional: CVV 188.
O que a família do Rio Grande do Sul pode exigir está escrito em lei. Pela Lei 10.216/2001, o paciente tem direito a tratamento humanizado, com informação sobre o que é feito e sem isolamento abusivo; pela Lei 13.840/2019, a internação involuntária é legal quando pedida pela família com laudo médico, comunicada ao Ministério Público em 72 horas e limitada a 90 dias; pela Lei 9.656/1998 e pelo rol da ANS, o plano de saúde não pode negar cobertura para dependência química, inclusive internação. Comunidades terapêuticas são reguladas pela RDC 29/2011 da Anvisa, e o CAPS AD faz parte da RAPS, criada pela Portaria 3.088/2011.
Termos que a família vai ouvir
Internação compulsória
Ordenada por um juiz, normalmente quando há risco grave e imediato. Dispensa pedido da família e consentimento do paciente.
CID F10 a F19
Códigos da Classificação Internacional de Doenças para transtornos por uso de substâncias (álcool, opioides, cocaína, maconha, sedativos e outros). É o que consta no laudo e no pedido de cobertura ao plano.
Desintoxicação
Primeira fase da internação, nos primeiros dias: o organismo elimina a substância com médico e enfermagem por perto, para controlar a síndrome de abstinência com segurança.
Laborterapia
Atividades manuais e ocupacionais (horta, cozinha, oficinas, manutenção) com função terapêutica, para rotina, responsabilidade e autoestima.
Síndrome de abstinência
O que o corpo e a mente sentem quando o uso para: tremor, insônia, ansiedade, sudorese e, no álcool, risco de convulsão e delirium tremens. Por isso a desintoxicação precisa de acompanhamento médico.
CAPS AD
Centro de Atenção Psicossocial para Álcool e outras Drogas, serviço gratuito do SUS para atendimento sem internação. Em muitas cidades o atendimento é feito pelo CAPS geral ou pela UBS.
Codependência
Padrão em que os familiares organizam a vida em torno do dependente, com controle, culpa e sobrecarga. Boa parte das clínicas trabalha isso em grupos de família.
Duplo diagnóstico (comorbidade)
Dependência química junto com outro transtorno mental, como depressão, ansiedade, bipolaridade ou esquizofrenia. Pede psiquiatra na equipe e cuidado simultâneo das duas condições.
Perguntas frequentes sobre clínica de recuperação no Rio Grande do Sul
A clínica atende adolescentes?
Algumas unidades atendem menores de idade, com autorização dos responsáveis e, quando necessário, acompanhamento do Conselho Tutelar ou da Justiça. Informe a idade do paciente no primeiro contato.
Como é o primeiro contato?
Pelo WhatsApp ou pelo 0800 591 8895, gratuito. Milena pergunta sobre a substância, o tempo de uso, a idade e se a pessoa aceita o tratamento, e apresenta as clínicas com vaga.
A família pode visitar?
Sim, em dias e horários definidos pela clínica, geralmente após um período inicial de adaptação. Muitas unidades fazem reuniões com familiares e orientação sobre codependência.
Precisa de laudo médico?
Para a internação involuntária, sim: a lei exige avaliação e laudo de um médico. Na voluntária, a avaliação é feita na chegada à clínica. O atendente explica como conseguir o laudo quando a família não tem.
O atendimento é sigiloso?
Sim. Nem o atendente nem a clínica divulgam a identidade do paciente ou da família. A conversa pelo 0800 não gera cobrança nem compromisso.
Quanto custa uma clínica de recuperação no Rio Grande do Sul?
No Rio Grande do Sul, os valores informados começam em R$ 1.000 por mês. O valor depende da estrutura, do tipo de internação e da cidade. O atendente informa as opções dentro do orçamento da família, sem compromisso.
Como é a rotina dentro da clínica?
Rotina com horário para acordar, refeições, terapia individual e em grupo, atividades físicas, espirituais (quando a clínica tem essa linha) e laborterapia, com acompanhamento médico e de enfermagem.
Posso internar alguém do Rio Grande do Sul em clínica de outra cidade?
Sim, e é frequente. A distância de casa muitas vezes ajuda no começo do tratamento, por afastar o paciente dos lugares e das pessoas ligados ao uso. As clínicas da rede recebem famílias de outras cidades e organizam a chegada do paciente; as visitas são combinadas com a clínica.
Cada dia de espera pesa para quem convive com a dependência. Ligue grátis para o 0800 591 8895 ou chame Milena no WhatsApp: a família do Rio Grande do Sul recebe orientação sigilosa e as opções de vaga no mesmo contato.
O Ache Clínicas é um portal que reúne anúncios de clínicas de recuperação e profissionais de saúde. Quem interna e trata é a clínica escolhida, com a própria equipe de saúde. Não existe garantia de resultado; cada caso evolui de um jeito. Em emergência, ligue 192 (SAMU) ou procure a UPA mais próxima. Para apoio emocional, o CVV atende pelo 188.